
Chegando ao ponto logo pela manhã, recebo a notícia de que dois companheiros não compareceram no dia e estávamos com muitas chamadas em espera. Então pensei que esse era o meu grande dia. Tinha a chance de fazer muitas corridas boas e arrecadar uma boa grana e até poderia limpar minha barra com a Berenice. Passaria na floricultura do Seu Borges e fazer uma graça levando-a para jantar no restaurante da Dona Mercedes. E depois de saborearmos uma deliciosa pizza de calabresa, seguiríamos para o nosso cafofo e enfim faríamos as pazes, afinal, ninguém é de ferro.
Antes que eu pudesse estacionar corretamente na vaga, a Nelma, a atendente do call Center me direcionou para Ipanema. Endereço desconhecido, mas não foi difícil de achar e tive sorte de pegar um bom trânsito até a rua Joana Angélica, onde eu não fazia idéia, começava eu meu drama. O sujeito era grisalho, ou melhor, bem grisalho e pediu-me para sentar no banco da frente. Eu concedi. Afinal isto é bastante comum em viagens mais rápidas, a não ser pelo fato de que o destino no coroa era Angra dos Reis. O trajeto seria muito bem pago e até que seria bom passear pela paisagem da costa verde carioca. Os assuntos eram de negócios, sempre voltados para fabricação de barcos, iates e veleiros, os quais o sujeito fez questão de contar que possuía. Imaginei que se tratava mesmo de um milionário e tentei descobrir o porquê de não ter ido de helicóptero ou jatinho particular, os quais ele também confessou possuir. Fiquei feliz, porque certamente se tratava de uma pessoa importante e não se queixaria do valor da corrida. Conversamos sobre vinho, assunto sob o qual não domino. Disse que gostava de cerveja alemã e eu respondi que gostava mesmo era da cervejinha gelada lá do bar do Zeca e que jamais havia provado uma de marca estrangeira. E em seguida ele prometeu me dar uma, assim que chegássemos a Angra. Completando que em sua mansão o esperava um amigo do senado brasileiro e que trazia alguns charutos cubanos com ele e até me ofereceu um. Respondi que não fumava, mas que ia aceitar a cerveja, mas apenas uma, pois pretendia pegar a estrada de volta para o Rio assim que possível. Depois de muitas estórias de milionários com altas festas com bebidas e muitas mulheres, eu me acalmei, pois já estava ficando meio preocupado com os papos do velho. Foi quando cruzamos a estrada ao redor usina que eu voltei a assustar-me com o olhar dele para meu colo e minhas coxas. O cara estava ficando esquisito e tive torcicolo repentino para escapar de qualquer eventual investida por parte do estranho coroa. Parei o carro uns trezentos metros depois da entrada da usina, alegando que precisava esticar as pernas e comprei uma água no bar próximo, enfiando a mão no bolso no intuito de pegar o celular e ligar para alguém para avisar sobre o que estava ocorrendo. Por um momento hesitei em fazê-lo, pois não sabia nem como começar a contar as minhas desconfianças, mesmo porque o sujeito não havia feito nada demais até então e tudo podia não passar de uma implicância de minha parte e resolvi voltar para o carro. O cara estava pagando caro pela viajem e merecia no mínimo um bom atendimento. Quando voltei senti um clima estranho dentro do veículo. Ele parecia muito à vontade e apagou o charuto na grama, desculpando-se por tragar o fumo dentro do taxi e eu meio constrangido, deixar passar mais essa. Seguimos viagem por aproximadamente mais meia hora e chegamos, enfim, ao destino do Sr. Aníbal, como ele disse se chamar. Mas, desafortunadamente eu estava com câimbras e aceitei o seu convite para entrar e experimentar a tal cerveja alemã. Usei o banheiro e antes de dirigir-me até a saída o tal homem me puxou pelo braço até o seu escritório e mandou que a empregada trouxesse duas cervejas bem geladas. Disse que eu podia me sentar, mas eu preferi ficar de pé, já que havia ficado sentado no carro durante um bom tempo. Alguns minutos em silencia, a serviçal entrou no recinto com a bandeja e as bebidas, enquanto seu patrão terminava um telefonema. Bebi a cerveja tão rápido que mal pude apreciar o sabor e despedi-me do Sr. Aníbal, mas antes que pudesse me virar para a porta de saída, senti um calafrio na nuca e um toque macio em Cintura. Nem acreditava no que estava acontecendo comigo naquele momento. O sujeito teve a petulância de me tocar e eu repudiando toda aquela repentina aproximação o empurrei para longe e saí. Estiquei o passo até o carro e peguei meu rádio. Avisei a Dona Nelma que estava saindo da roubada que ela havia me metido e que o cliente enviaria o cheque da corrida pelo portador e parti, sumindo na poeira da estrada em alta velocidade, sem deixar rastro ou não responderia por mim, caso aquele coroa pervertido tentasse novamente me assediar.
Antes que eu pudesse estacionar corretamente na vaga, a Nelma, a atendente do call Center me direcionou para Ipanema. Endereço desconhecido, mas não foi difícil de achar e tive sorte de pegar um bom trânsito até a rua Joana Angélica, onde eu não fazia idéia, começava eu meu drama. O sujeito era grisalho, ou melhor, bem grisalho e pediu-me para sentar no banco da frente. Eu concedi. Afinal isto é bastante comum em viagens mais rápidas, a não ser pelo fato de que o destino no coroa era Angra dos Reis. O trajeto seria muito bem pago e até que seria bom passear pela paisagem da costa verde carioca. Os assuntos eram de negócios, sempre voltados para fabricação de barcos, iates e veleiros, os quais o sujeito fez questão de contar que possuía. Imaginei que se tratava mesmo de um milionário e tentei descobrir o porquê de não ter ido de helicóptero ou jatinho particular, os quais ele também confessou possuir. Fiquei feliz, porque certamente se tratava de uma pessoa importante e não se queixaria do valor da corrida. Conversamos sobre vinho, assunto sob o qual não domino. Disse que gostava de cerveja alemã e eu respondi que gostava mesmo era da cervejinha gelada lá do bar do Zeca e que jamais havia provado uma de marca estrangeira. E em seguida ele prometeu me dar uma, assim que chegássemos a Angra. Completando que em sua mansão o esperava um amigo do senado brasileiro e que trazia alguns charutos cubanos com ele e até me ofereceu um. Respondi que não fumava, mas que ia aceitar a cerveja, mas apenas uma, pois pretendia pegar a estrada de volta para o Rio assim que possível. Depois de muitas estórias de milionários com altas festas com bebidas e muitas mulheres, eu me acalmei, pois já estava ficando meio preocupado com os papos do velho. Foi quando cruzamos a estrada ao redor usina que eu voltei a assustar-me com o olhar dele para meu colo e minhas coxas. O cara estava ficando esquisito e tive torcicolo repentino para escapar de qualquer eventual investida por parte do estranho coroa. Parei o carro uns trezentos metros depois da entrada da usina, alegando que precisava esticar as pernas e comprei uma água no bar próximo, enfiando a mão no bolso no intuito de pegar o celular e ligar para alguém para avisar sobre o que estava ocorrendo. Por um momento hesitei em fazê-lo, pois não sabia nem como começar a contar as minhas desconfianças, mesmo porque o sujeito não havia feito nada demais até então e tudo podia não passar de uma implicância de minha parte e resolvi voltar para o carro. O cara estava pagando caro pela viajem e merecia no mínimo um bom atendimento. Quando voltei senti um clima estranho dentro do veículo. Ele parecia muito à vontade e apagou o charuto na grama, desculpando-se por tragar o fumo dentro do taxi e eu meio constrangido, deixar passar mais essa. Seguimos viagem por aproximadamente mais meia hora e chegamos, enfim, ao destino do Sr. Aníbal, como ele disse se chamar. Mas, desafortunadamente eu estava com câimbras e aceitei o seu convite para entrar e experimentar a tal cerveja alemã. Usei o banheiro e antes de dirigir-me até a saída o tal homem me puxou pelo braço até o seu escritório e mandou que a empregada trouxesse duas cervejas bem geladas. Disse que eu podia me sentar, mas eu preferi ficar de pé, já que havia ficado sentado no carro durante um bom tempo. Alguns minutos em silencia, a serviçal entrou no recinto com a bandeja e as bebidas, enquanto seu patrão terminava um telefonema. Bebi a cerveja tão rápido que mal pude apreciar o sabor e despedi-me do Sr. Aníbal, mas antes que pudesse me virar para a porta de saída, senti um calafrio na nuca e um toque macio em Cintura. Nem acreditava no que estava acontecendo comigo naquele momento. O sujeito teve a petulância de me tocar e eu repudiando toda aquela repentina aproximação o empurrei para longe e saí. Estiquei o passo até o carro e peguei meu rádio. Avisei a Dona Nelma que estava saindo da roubada que ela havia me metido e que o cliente enviaria o cheque da corrida pelo portador e parti, sumindo na poeira da estrada em alta velocidade, sem deixar rastro ou não responderia por mim, caso aquele coroa pervertido tentasse novamente me assediar.


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